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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Um Otimista Incorrigível

Um otimista Incorrigível
Michael J. Fox (2009)
trad. Cassius Medauar
Planeta - 253 pág.

Esse é o segundo livro em que o conhecido ator de "De volta para o futuro" narra sua luta com o Mal de Parkinson.  O primeiro não chegou a ser publicado aqui no Brasil.

Como meu marido sofre com a mesma doença, comprei o livro.

Acho que esperava um pouco mais sobre a doença em si, mas ele centraliza as memórias aos trabalhos da fundação que ele criou para fomentar pesquisas de novos tratamentos contra a doença.



 [terminei em 30/03/2013]

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey

Lady Almina e a verdadeira Downton Abbey
Condessa de Carnarvon (Lady Fiona Carnarvon) (2011)
Intrínseca (233 pág.)

O dono da vídeo-locadora do meu bairro me indicou a série Downton Abbey.  O primeiro capítulo não me animou muito, mas insisti e acabei fã.

Já assisti as 2 primeiras temporadas e já estou na fila para ver a 3ª, assim que chegar...

E falando sobre isso com uma colega de trabalho que está acompanhando a série pela TV a cabo, descobri que ela tinha este livro (que logo veio emprestado para minhas mãos...).

Começando, o livro não é a história da série, é a história de uma das Condessas que morou no palácio onde a série é filmada.

O condado se chama Highclere (Downton Abbey é nome fictício) e Almina se tornou a condessa por casamento com o 5º Conde em 1895 e viveu até 1969.

O livro foi escrito pela atual Condessa, Lady Fiona, e conta a história de Almina, durante o período em que foi condessa, ou seja, até a morte do conde seu marido, data em que o filho do casal passou a ser o Conde e sua esposa se tornou a nova Condessa.


Traz um retrato interessante sobre a 1ª Guerra. Entre as pessoas citadas, a gente encontra algumas das mais importantes personalidades do século XX.

Não é uma obra essencial, mas diverte.  Agora, para quem assiste a série, a leitura fica muito mais agradável, para a gente fazer um paralelo com a realidade.



[terminei em 01/07/2013]

sábado, 18 de maio de 2013

Persuasão

Persuasão (Persuasion)
Jane Austen (1816)
L&PM (253 pág.)

Romance.

Meu terceiro livro de Jane Austen.
Tem vezes, quando a gente gosta muito de um autor, que dá uma gana de ler um livro depois do outro, sem parar.

É o caso da Jane Austen. A minha vontade é essa, mas sabendo que ela escreveu apenas 6 romances e outras poucas obras menores, me contenho para ler aos pouquinhos, para prolongar o prazer.

Então esse foi o terceiro, e tão bom quanto os anteriores.

Anne Elliot, a protagonista, com 27 anos, vive com seu pai e a irmã mais velha, ambos fascinados pela condição de nobreza que possuíam e, especialmente o pai, pela própria aparência.  Ela tem, ainda, uma irmã mais nova, casada.  Só que o pai e a irmã mais velha gastam mais do que podem e eles são obrigados a alugar a propriedade da família e se mudar para outro local.

Quem a aluga é um casal, ele almirante e ela, irmã de dois homens que já viveram na região, sendo que um deles, Frederick Wentworth, capitão da marinha, 8 anos antes, havia pedido Anne em casamento e fora rejeitado por ela, convencida por sua família e, em particular, por sua madrinha, que não poderia se casar com um homem sem posses e, ainda, à beira de uma guerra.

Manuscrito de Persuasão - cap. 24
Os anos passaram, a guerra acabou, agora ele tem dinheiro, ela está mais velha e abatida pela tristeza de se ter deixado persuadir pelos outros, e o encontro se vislumbra inevitável em decorrência da mudança...

Este foi o último livro finalizado pela autora, embora só tenha sido publicado (1818) após sua morte, com o título dado pelo irmão dela. Veja, ao lado, imagem da primeira página do último capítulo do manuscrito original.



Dizem que ela teria levado para a ficção (e resolvido) uma história vivida por ela, aos 20 anos, com um jovem chamado Thomas Lefrkoy que, na época, não tinha meios para se casar, o que motivou o rompimento.  Ela nunca se casou.

Jane Austen trabalha com sentimentos.
Enquanto em Orgulho e Preconceito ela trabalha, obviamente, com os efeitos que os preconceitos e o orgulho produzem sobre as pessoas e as decisões que elas têm que tomar; em Northanger Abbey, ela mostra os perigos da imaginação sobre a capacidade de avaliação dos jovens; neste, ela confronta a impetuosidade com a prudência e a possibilidade de uma jovem se deixar persuadir pela opinião dos outros.

E a carta do Wentworth é um deleite: "... You pierce my soul. I am half agony, half hope..." infelizmente perdeu um pouco da força com a tradução "... Meu coração está dilacerado. Estou em estado de semiagonia, semiesperança...".


Persuasão - 2007
Há um filme, de 1995, que não consegui ver, e um outro, feito em 2007 para a TV inglesa que está disponível, na íntegra e com legendas no Youtube.

O ator que fez o Wentworth (foto) foi muito bem escolhido, tem o porte necessário para o papel, a atriz que fez a Anne nem tanto, mas o filme tem vários defeitos, sendo que o pior foi terem mudado a estória.
E eu pergunto: por quê?
Meu Deus, o que faz um roteirista mudar uma estória dessas?  E, principalmente, o desfecho?

Ou seja, somente veja o filme se tiver lido o livro.

Eu gostei muito do livro, é claro que recomendo.

Muito bem, o objetivo de maio do Desafio Literário era um livro que tivesse sido citado em um filme.

Várias das opções não serviam para mim, porque já as tinha lido... Por outro lado, também queria que fosse um filme que eu achasse legal.


Aí lembrei de "O Clube de Leitura de Jane Austen", que cita os 6 romances e eu catei o livro da estante...
Só que não me lembrava mais do filme...
Voltei a ver, agora, e não achei mais tão bom assim.

No entanto, soube que o livro também tinha sido citado em outro filme "A Casa do Lago".
Peguei correndo, e tive uma grata surpresa.
Além de citar o livro, o filme tem uma suave inspiração na história da Jane Austen, misturada com um tanto de Ficção Científica. 

Não é tão bom quanto o livro, mas também recomendo.




[terminei em 18/04/2013]

sábado, 16 de março de 2013

10 Coisas que Odeio em Você

10 Coisas que Odeio em Você
Dir. Jil Junger (1999)
Julia Stiles e Heath Ledger

Como acabei de ler "A Megera Domada", soube da existência dessa nova versão filmada e fui a ela.

É a peça em versão adolecente americana, que não funcionou.

Sei que muita gente que adora o filme vai pular, mas realmente não funcionou, o que é uma pena.

Antes de ver, fiquei imaginando como teriam adaptado, para os dias de hoje, a exigência milenar de a segunda filha somente se casar depois da primeira...  E não é que o roteirista resolveu brilhantemente?  Mas, apesar disso, errou na mão no restante. A Kat tem vagos momentos de "megerice" e a Bianca, que devia ser doce e suave, é muito agressiva.  Conseqüentemente, o contraste se perde. E se perde a razão de ser da trama, do problema que move os personagens.

Na peça, ninguém queria a Catarina, por causa de seu gênio. No filme é a Kat que não quer ninguém.  São duas coisas bem diferentes.  Na peça, Catarina terroriza a vida da irmã. No filme, ela aceita sair com o Patrick para agradá-la...

E,  depois de um certo momento, o filme descamba geral, vira realmente mini-série de baile de formatura americano e abandona totalmente o enredo, vez que o Patrick parece mais domado do que a Kat no final...

O ritmo do filme é inconstante e ele só se alcançou sucesso pela grande força dos atores principais que, apesar de jovens, tinham (ele morreu) grande carisma e abraçaram com vontade os personagens.

Resumindo, continuo com a versão da Elisabeth Taylor...


[Assisti em 15/03/2012]

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Livros e personalidades - 41


Gary Cooper lendo "Adeus às Armas" de Hemingway, 
autor da história que inspirou o filme "Por quem os sinos dobram" estrelado por Cooper.
Na minha opinião, foi um dos atores mais charmosos da história do cinema.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Séries Históricas

Recentemente aluguei a primeira temporada de "Os Bórgias".
E gostei muito. Tinha 10 dias de prazo, mas eu e meu marido vimos os 3 DVD's em 3 dias...

Apesar de os personagens serem historicamente conhecidos  pela crueldade e pelo seu comportamento promíscuo e libertino, o que, em si, não estimularia ninguém a saber mais sobre a vida deles, a série é muito bem feita.

Os atores são ótimos (Jeremy Irons dá um show como o Bórgia-pai, o papa Alexandre VI), o figurino é lindo, os cenários deslumbrantes e o roteiro excelentemente construído, de forma que, ao acabar um episódio, a gente fica ansiando para ver o seguinte.

Só que a locadora só tinha a primeira temporada.

Aí, toda animada, resolvi pegar a primeira temporada de "Os Tudors", série mais antiga e que, provavelmente, inspirou a outra.

Um fracasso.

Roteiro confuso, atores fracos, fraquissimos até.  Daí que não consegui passar do segundo episódio e devolvi a caixa assim mesmo.


[assisti em dezembro/2012]

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Livros e Personalidades - 38

Natalie Portman, atriz israelense/americana (1981 - )
lendo como ela mesma e caracterizada como seus personagens nos filmes:

Closer (2004)

e Guerra nas Estrelas II e III


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Meia Noite em Paris

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)
Dir. Woody Allen (2011)
Com: Owen Wilson, Marion Cotillard, Kathy Bates, Carla Bruni e outros

Bem sucedido escritor de roteiros para Hollywood vai a Paris com sua noiva e os pais dela. 

Só que ele, desgostoso com a qualidade do trabalho que executa, está escrevendo um romance, coisa que a noiva antipática não entende.

De repente, durante um passeio pelas ruas de Paris à noite, sem que se saiba o porquê, o escritor é transportado para os anos 20, em que a cidade-Luz fervilhava com escritores, pintores, cineastas, ou seja, artistas em geral.

Ele encontra Hemingway, Buñuel, Salvador Dali, Cole Porter, Scott e Zelda Fitzgerald, Miró, Picasso e Gertrude Stein, para quem mostra o seu manuscrito.

Na casa dela, encontra uma bela jovem (Cotillard) que, da mesma forma que ele, sonha com tempos passados, no caso, com a Belle Époque.

Paro aqui, para não estragar a história, porque acho que você deve ver o filme. 

Eu vi, 2 vezes, gostei, e muito, não só pelas lindas imagens de Paris, como pelo tema fantasioso, como, ainda, pelo questionamento da história quanto à importância relativa do passado e efetiva do presente, onde a gente age e vive.

De fato, Allen sugere que nós somos responsáveis por fazer de nossa época algo de interessante e memorável.

Embora não seja fã do diretor, esse filme é especial.
Recomendado, claro.
[assisti em fevereiro/2012]

domingo, 8 de abril de 2012

Tinha que ser com você

Tinha que ser com você (Last Chance Harvey)
dir. Joel Hopkins (2008)
com Emma Thompson e Dustin Hoffman

Romance.

Homem solitário, vai a Londres para o casamento da filha, apesar de ter uma relação bem amarga com a família. Lá, encontra Kate, uma mulher insegura, também de meia-idade, e se apaixonam.

Sou grande admiradora dos dois, atores enormes, que enchem qualquer cena.

Nesse filme, em particular, apesar do roteiro ser um tanto óbvio e o diretor atrapalhar um pouco, os diálogos são inteligentes e eles, claramente, têm prazer em contracenar um com o outro.

Não é um filmaço, mas eu não me arrependi.  Vê-los é sempre um prazer.

[assisti em 2010?]

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Livros e Personalidades - 37

Emma Thompson  (1959 - )
lendo em cena do filme "Tinha que ser com você", em que contracena com Dustin Hoffman.

sábado, 31 de março de 2012

Contra o Tempo

Contra o Tempo (Source Code)
dir. Duncan Jones (2011)
com: Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga e Michelle Monaghan

Ficção Científica.

Gosto de ficção científica, é um gênero que permite as maiores loucuras da imaginação, já que as leis que regem nossas vidas podem, na ficção, ser burladas, modificadas, etc., criando milhares de possibilidades.

Nesse filme, um piloto de caça que estava em uma missão no Afeganistão, de repente, se vê dentro de um trem, conversando com uma mulher que nunca havia visto antes.  Ele anda para lá e para cá, desorientado, até que o trem explode.

Imediatamente, ele se vê em uma cápsula fechada, sendo questionado sobre o que acontecera por uma oficial em uma tela de monitor.

Ele descobre, assim, que está em uma missão para evitar a ação de um louco que planeja explodir a cidade de Chicago inteira.  A explosão do trem já havia acontecido e, por um milagre da ciência (no filme tem uma explicação para isso), ele pode voltar aos 8 últimos minutos antes da explosão, de forma a descobrir a bomba e o homem que a colocou lá.

Só que.... aí eu não conto mais, senão estraga.

Eu tinha visto o trailer desse filme há algum tempo atrás e fiquei enchendo a paciência do pessoal da locadora do meu bairro atrás dele. 
Eles me mandaram um outro, com o mesmo nome, do diretor David Van Eyssen, de 2005, que é ruim demais.

Não que o lá de cima seja uma obra-prima. Não é, mas, pelo menos, é menos bagunçado. Esse último oscila entre a ficção e a comédia pastelão.

Então fica aqui a recomendação do primeiro, de 2011, e o aviso contra o segundo. 

[assisti o errado em 2011 e o outro em fevereiro/2012]

sexta-feira, 23 de março de 2012

Zorba, o Grego

Zorba, o Grego
dir. Michael Cacoyannis (1964)
com Anthony Quinn, Alan Bates e Irene Papas

Filme baseado no romance de Nikos Kazantzakis.

Jovem escritor inglês, em dificuldade para escrever e, conseqüentemente, em dificuldade financeira, vai à Grécia explorar minério em velha mina que pertencia a seu pai.

Enquanto esperava pelo navio, é abordado por um grego, Zorba, que se oferece para trabalhar para ele.

Zorba é impetuoso e vive o momento, levando esse princípio às últimas conseqüências, enquanto o patrão é tímido e contido.  A relação dos dois obviamente provoca mudanças no jovem.

Esse tema, hoje, se tornou batido, por muito copiado. Não sei se Zorba foi a primeira versão, mas, de qualquer forma, contribuiu para a divulgação, especialmente pela atuação apaixonada de Anthony Quinn.

Merece especial destaque a participação de Irene Papas, forte e imponente em cada minuto.

Por incrível que possa parecer, ate então nunca tinha visto o filme, embora pudesse reconhecer a música, de Mikis Theodorakis, já nas primeiras notas.
Agora me redimi.

É um bom filme. Não o adorei, mas é impossível esquecê-lo, as atuações são fortes demais. 

[assisti em 22/02/2012]

quarta-feira, 21 de março de 2012

Livros e Personalidades - 36


Buster Keaton (1895 - 1966)
Ator do cinema mudo, com uma filmografia ultra-longa. 
Seu maior sucesso foi "A General", filme passado em um trem. General é o nome da locomotiva. 
Atuou sob a direção de Chaplin, em uma participação especial em  "Luzes da Ribalta".


quinta-feira, 15 de março de 2012

O Jarro

O Jarro
dir. Ebrahim Forouzesh (1994)
com Behzad Khodaveisi

Filme Iraniano.   Imperdível.

Lembrei-me dele por causa de um parente professor que, recentemente, falava sobre as condições de ensino e sobre o contraste entre colégios com quadros eletrônicos e tablets e outros sem mesas nem livros.

Ocorre que tudo isso é acessório e o que realmente é necessário em uma escola é um bom professor.

Um bom professor é capaz de mudar a vida de seus alunos.

O filme mostra um professor, em uma pequena aldeia do Irã, sem tablets, livros ou quadros.

No pátio há um grande jarro, que serve de bebedor e que é enchido pelas próprias as crianças.

Só que, um dia, no meio das brincadeiras, por acidente, o vaso se quebra e, então, começam as aventuras do professor.


É uma aula, também, de como fazer cinema, já que a partir de uma história quase inexistente (um vaso quebrado), se faz um filme ótimo.

Super recomendado.



[assisti em algum momento entre 1996 e 2002]

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um conto chinês

Um conto chinês (Un cuento chino)
dir: Sébastien Borénsztein (2011)
com: Ricardo Dárin,  Ignácio Huang e Muriel Santa Ana

Filme argentino.  Comédia moderada, com um toque de romance.

Homem de meia-idade, orfão de mãe ao nascer e de pai aos 19 anos, trabalha em sua loja de ferragens em Buenos Aires, junto de sua casa, onde vive sozinho, tendo problemas para se relacionar com outras pessoas.
Ele tem várias manias:  visita regularmente o cemitério, compra presentes para a mãe que não conheceu, coleciona histórias insólitas dos jornais e gosta de ver aviões chegando e saindo do aeroporto.


Um belo dia, em que se dedicava a essa última e emocinante atividade, ele vê um chinês sendo jogado fora de um táxi e tem pena do homem, que não fala uma palavra sequer de espanhol/castelhano.

Obviamente, o chinês acaba na casa dele e a convivência começa a ser insuportável para um eremita como o Roberto.




Na mesma época, a cunhada do carteiro, que mora no interior e é apaixonada por ele, vem passar uns dias com a irmã e passa sempre pela loja, aumentando a tensão.


E a vaca?  Bom, tem uma que cai do céu... Aí, só vendo o filme, senão estrago a história.

Veja, é bem feito e divertido.

Recomendo.


[assisti em 19/02/2012]

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Charles Chaplin

O fato de eu amar Charles Chaplin não é novidade para quem já visita meu blog há algum tempo.
Na realidade, é possível não amá-lo de paixão?

Nesse vídeo está um pequeno trecho do filme "Tempos Modernos", sobre o qual seria necessário um blog inteirinho de posts, mas vamos começar por esta pequena cena, que é uma preciosidade:

Depois de muitos problemas, o vagabundo tenta trabalho em um bar.  Ele havia escrito a letra da música no punho falso, que ele perdeu, e, quando a orquestra começa, ele não sabe o que fazer.
Então, resolve cantar a música com uma letra em "Enrolês".
Só que a gente entende a história todinha, só pelos gestos.
Gênio, gênio, gênio.





sábado, 21 de janeiro de 2012

Como roubar um milhão de dólares

Como roubar um milhão de dólares (How to steal a million)
Dir. William Wyler (1966)
com Audrey Hepburn e Peter O'Toole

Comédia romântica.

Em Paris, filha de falsário de pinturas tenta convencer o pai a abandonar a prática, mas ele tem orgulho dos "seus" quadros.

Não contente, o pai ainda emprestou uma estátua de sua coleção (que havia sido esculpida por seu pai, tendo a mãe como modelo) para uma exposição em um museu, situado ao lado do palácio do presidente, ou seja, cercado de guardas por todos os lados.
Papai entrega a vovó, quer dizer... a estátua..

Na noite da abertura da exposição, ela surpreende, em casa, um intruso, que tinha em mãos justamente a última pintura do pai, um "Van Gogh".

O intruso era, obviamente, Peter O'Toole, e eles se apaixonam.

A coisa complica quando o museu avisa que, por exigência da seguradora, a obra passará por testes de rotina.

Ela, então, tentando proteger o pai, decide roubar a estátua, com a ajuda do "ladrão de quadros" que, é claro, não consegue dizer não a ela.
O convite para o roubo, no Ritz

Além do casal, cujo talento dispensa elogios maiores, o filme conta com um ótimo elenco: o pai, Hugh Griffith, fantástico,  o noivo americano, vivido por Eli Wallach, que está ótimo, e os guardas, Jacques Marin e Moustache (impagáveis), além da participação, sempre especial, de Charles Boyer.

É um dos meus filmes favoritos.

Os dois têm uma química incrível (são altos, igualmente magros e a idade combina) e  o roteiro é muito ágil, tem suspense, comédia, romance, tudo muito bem dosado, com ótimos diálogos.

As cenas no armário do museu são ótimas. 




Como se não bastasse, ela foi vestida por Givenchy, e os dois aparecem dirigindo conversíveis:

ele um jaguar amarelo (lindo!) e ela, um carrinho italiano Autobianchi, que é um sonho!

É filme para comprar e ver quarenta mil vezes, do tipo que é capaz de levantar o ânimo de qualquer um.
William Wyler e Audrey Hepburn
Recomendado para os piores e melhores dias.
Veja.

[assisti muitas vezes]