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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sonho de uma Noite de Verão

Sonho de uma Noite de Verão (Midsummer Night's Dream)
William Shakespeare (1590)
LP&M (120 pág.)

Teatro.

Normalmente não gosto de contar o enredo, mas, neste caso, que o enredo é mais que conhecido, vou deixar os escrúpulos de lado:

Teseu, duque de Atenas, está para se casar com Hipólita.
Para comemorar as bodas, um grupo de artesãos se põe a ensaiar uma peça de teatro e marca um ensaio no bosque, à noite.

Durante os preparativos para a festa, o duque é procurado por Egeu para resolver o problema causado por sua filha Hérmia, que fora prometida a Demétrio, mas se recusa a casar com ele, preferindo Lisandro que também a ama.

Teseu dá o veredito e diz a Hérmia que ela deve se casar com Demétrio ou entrar para um convento.
Os apaixonados resolvem, então, fugir e marcam um encontro no bosque, à noite.

Demétrio, por sua vez, é amado por Helena, com quem estava prometido, anteriormente, tendo-a abandonado por Hérmia.  Ela, sabendo do plano de fuga de Hérmia e Lisandro, conta tudo a ele.

Resumindo, todo mundo vai para o bosque à noite....

Enquanto isso,  no mesmo bosque, o rei das fadas e duendes briga com a rainha e manda um ajudante buscar a flor do amor-perfeito para espremê-la sobre os olhos da rainha, fazendo com que ela se apaixone pelo primeiro ser que vir ao acordar.
No caminho, para se divertir, o ajudante passa por um dos atores que estava no ensaio e transforma sua cabeça em uma de burro...

A flor é espremida a torto e a direito, fazendo com que a rainha se apaixone pelo burro, Demétrio e Lisandro deixem Hérmia e se apaixonem por Helena.... ou seja, confusão total.

No final, as coisas se ajeitam e os atenienses voltam para as bodas de Teseu, achando que sonharam com tudo.

Durante a festa, a peça é representada (uma peça dentro da peça, como na Megera Domada), contando o caso de amor de Tisbe e Píramo, que lembra o de Romeu e Julieta...

Os especialistas em Shakespeare ressaltam sempre a qualidade do texto, normalmente rimado, característica que, com a tradução, se perde bastante.  Mas duas frases, em particular, me chamaram a atenção, já que têm vida fora do contexto:

"(...) os homens que mais detestam as falsas crenças são os que tiveram de abandoná-las porque nelas acreditavam."

"(...) têm língua amarrada o amor e a simplicidade: quanto menos falam, mais dizem".

A obra foi musicada por vários compositores, entre eles, Mendelssohn.  Dentre as peças que compõem seu balé, está a super-hiper-conhecida marcha nupcial.

São muitos filmes que montam a peça ou a citam,  motivo porque não vou nem tentar citá-los aqui.




[terminei em 10/04/2013]

sábado, 16 de março de 2013

10 Coisas que Odeio em Você

10 Coisas que Odeio em Você
Dir. Jil Junger (1999)
Julia Stiles e Heath Ledger

Como acabei de ler "A Megera Domada", soube da existência dessa nova versão filmada e fui a ela.

É a peça em versão adolecente americana, que não funcionou.

Sei que muita gente que adora o filme vai pular, mas realmente não funcionou, o que é uma pena.

Antes de ver, fiquei imaginando como teriam adaptado, para os dias de hoje, a exigência milenar de a segunda filha somente se casar depois da primeira...  E não é que o roteirista resolveu brilhantemente?  Mas, apesar disso, errou na mão no restante. A Kat tem vagos momentos de "megerice" e a Bianca, que devia ser doce e suave, é muito agressiva.  Conseqüentemente, o contraste se perde. E se perde a razão de ser da trama, do problema que move os personagens.

Na peça, ninguém queria a Catarina, por causa de seu gênio. No filme é a Kat que não quer ninguém.  São duas coisas bem diferentes.  Na peça, Catarina terroriza a vida da irmã. No filme, ela aceita sair com o Patrick para agradá-la...

E,  depois de um certo momento, o filme descamba geral, vira realmente mini-série de baile de formatura americano e abandona totalmente o enredo, vez que o Patrick parece mais domado do que a Kat no final...

O ritmo do filme é inconstante e ele só se alcançou sucesso pela grande força dos atores principais que, apesar de jovens, tinham (ele morreu) grande carisma e abraçaram com vontade os personagens.

Resumindo, continuo com a versão da Elisabeth Taylor...


[Assisti em 15/03/2012]

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Megera Domada

A Megera Domada (The Taming of the Shrew)
William Shakespeare (1592)
(50 pág.)


Teatro.

Peça cômica de Shakespeare, escrita a partir de histórias conhecidas na época.

A peça começa com uma outra história, na qual um nobre resolve brincar com um bêbado, colocando-o dentro de sua casa e fazendo com que todos os criados o tratem como se fosse o dono da casa que estivesse sofrendo de uma falta de memória.
No meio da brincadeira, aparece um grupo de teatro que apresenta a história da megera domada.  O ponto estranho é que, após o fim da história, Shakespeare não volta à trama inicial, que termina sem fim.

Mas vamos à peça dentro da peça:

Bianca, moça bonita e delicada, atrai vários pretendentes, mas seu pai insiste em afirmar que ela somente poderá se casar depois de sua irmã mais velha, Catarina.

O problema é que Catarina é intratável e maltrata até mesmo a doce Bianca.

Os pretendentes de Bianca, então, resolvem buscar um pretendente para Catarina e encontram Petruchio.
Eles se casam rapidamente e Petruchio começa a "domar" a incontrolável Catarina, fazendo-a passar fome e ficar sem dormir, sempre com subterfúgios, de que a comida não fosse boa o bastante para ela, de que a roupa que ela ia vestir não estivesse à sua altura, que a cama não estivesse corretamente preparada... tudo como se estivesse realmente querendo o bem dela.

Enquanto isso, os pretendentes, livres, podem agir, mas um deles, troca de lugar com o empregado e se faz passar por professor para se aproximar de Bianca. Eles terminam casando.  Outro pretendente, desiludido, também se casa com uma viúva que há muito gostava dele.

Na festa de casamento, todos se reúnem e Petruchio propõe aos outros uma aposta, de que sua mulher era mais obediente que as outras...


A peça já foi inspiração para vários filmes. Já vi o do Zefirelli, com a Elisabeth Taylor (ótima como Catarina!) e ainda quero ver o "10 coisas que odeio em você".

Também já rendeu várias novelas brasileiras.  "A Indomável", da TV Excelsior, eu obviamente não pude ver, já que passou em 1965. Já "O Machão", da TV Tupi, assisti quando criança, foi uma novela de grande sucesso e que, por isso, durou muito, sendo transmitida entre os anos de 1976 e 1978. Lembro que era ambientada nos anos 20 e as festas de Natal e Reveillon da ficção coincidiam com as da realidade. Era estrelada pelo Antônio Fagundes e a Maria Isabel de Lisandra, ambos ótimos.  Recentemente (2001), a TV Globo fez sua adaptação, que eu não assisti, com o nome de "O cravo e a rosa", com Eduardo Moscovis e Adriana Esteves.

Voltando ao livro, comprei minha edição em um sebo, pela internet (o que impede que a gente folheie e examine o livro) e lamentei bastante. A edição é pobre, horrorosa, com o texto apertado, quase sem margem, e a tradução é péssima!!!! Somente após é que soube que o Millor Fernandes também traduziu o texto, que saiu em edição da L&PM, que, embora esgotada, era a que devia ter comprado.  Acidente de percurso...

Não sei se por causa da edição ou se porque já conhecia a trama, mas não me rendeu nem um risinho sequer. Ainda assim, vale como segunda opção do Desafio Literário. 



[terminei em 19/02/2013]