terça-feira, 29 de novembro de 2011

Faça o seu estilo

Style Yourself
(sem autor) - (2011)
Weldonowen (240 pág.)

Livro sem autor, formulado por equipe da editora, com base  na onda de jovens que, diariamente, mostram seu estilo próprio de se vestir em blogs, tendo como centro a Jane Aldridge do blog Sea of Shoes, que escreveu a apresentação e aparece na capa e em várias fotos dentro do livro.

Sem muito texto, o livro é separado em sessões como: saias, blusas, calças, bolsas, sapatos, acessórios, etc., e mostra sempre um panorama dos modelos mais conhecidos, em desenhos, como no exemplo a seguir:


Em seguida, mostra looks com aquele tipo de peça tratado no capítulo, em inúmeras fotos de 95 blogueiras de todo o mundo.

A maior parte é de americanas e só tem uma brasileira: Clara Campelo do Zebra Trash.


O livro não traz muita informação, embora valha como um dicionário de moda em inglês.

Eu sempre me impressiono com a quantidade de nomes específicos que as roupas recebem tanto em inglês quanto em francês, enquanto não faço a menor idéia de por qual nome elas são chamadas em português....

Os looks nem sempre são bonitos (alguns até beiram o baile de fantasias),  mas, gostando de ler e tendo dois blogs, um sobre livros e outro sobre moda, não poderia deixar de comprá-lo.

Mas não recomendo.

[terminei em 24/10/2011]

domingo, 27 de novembro de 2011

Livros e Personalidades - 30


Ava Gardner lendo.  

Tudo bem que na primeira foto era uma revista de moda

e, na segunda (com a também atriz Lana Turner), era o roteiro de um filme, 

mas ela era linda e estava lendo, então merece entrar aqui na minha galeria. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não se preocupe...

Beach Boys. É o nome de um conjunto americano, que começou nos anos 60, trabalhava muito com vocais e faz sucesso até hoje.  Os Beatles afirmaram em uma entrevista que eram fãs deles...

Como o nome indica, eles faziam muitas músicas com o assunto de praia, já que eram da Califórnia.

Este filme mostra uma regravação, recente, com a participação desta cantora country, Loorie Morgan, que eu gosto mais até que a original.  Na letra, ela inverte os papéis da mocinha e do rapaz.

Depois vocês me dizem se gostam também.



Don't Worry Baby

The Beach Boys


Well, it's been building up inside of me
For oh, I don't know how long.
I don't know why, but I keep thinkin'
Something's bound to go wrong,

But she looks in my eyes
And makes me realize
And she says,
"Don't worry baby.
Everything will turn out alright.
Don't worry baby."

I guess I should have kept my mouth shut
When I start to brag about my car,
But I can't back down now
Because I pushed the other guys too far.

She makes me come alive
And makes me want to drive
And she says,
"Don't worry baby.
Everything will turn out alright.
Don't worry baby."

She told me, "Baby, when you race today
Just take along my love with you
And if you knew how much I loved you, baby,
Nothing could go wrong with you.

Oh, what she does to me
When she makes love to me
And she says,
"Don't worry baby.
Everything will turn out alright.
Don't worry baby.
Everything will turn out alright.
Don't worry baby."


domingo, 20 de novembro de 2011

Tintin - O caso Girassol

Tintin - L'affaire Tournesol
Hergé (1956)
Casterman (62 pág.)

História em quadrinhos.

Mais uma da série do Tintin.  Agora estou começando a economizar... com pena de acabar.

De repente, na maison Moulinsart começam a se quebrar todos os vidros e espelhos...


Como se não bastasse, o professor Girassol desaparece...




Tintin e o Capitão Haddock partem, então, em uma busca, para resgatar o amigo, se metendo na guerra entre Syldavie e a Bordurie, dois países ávidos por conseguir novas armas que os tornem invencíveis.

Aventura, movimentada como sempre.

Como curiosidades, o autor se desenhou na frente da mansão, como um jornalista;

o hotel em que os dois aventureiros se hospedam foi inspirado no hotel Cornavin, na Suíça.  Hoje, na entrada, Tintin e Milou estão representados em estátuas;




e a casa do professor Topolino, está na rua indicada na história, na cidade de Nyon, somente em número diferente, conhecida, hoje, como "a casa de Tintin".

E já tinha esquecido de dizer, mas o Britto lembrou: gostei, claro, e recomendo.

[terminei em 16/10/2011]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Casa de Bonecas

Casa de Bonecas
Henrik Ibsen (1879)
Veredas (103 pág.)

Teatro.

Nora, mulher muito bonita e alegre, casada com um advogado, Helmer, se prepara para uma festa a fantasias onde irá se apresentar dançando enquanto seu marido tocará uma tarantela.  Durante os preparativos, recebe a visita de uma antiga amiga, de um funcionário do banco onde o marido trabalha e de um médico.

Eu gosto de ler livros sem saber nada sobre a história. Acho que, assim, a gente aproveita todas as emoções, os risos, as lágrimas e os sobressaltos que o autor preparou para nós.

Conseqüentemente, eu me esforço para não contar nada das histórias aqui, respeitando o direito dos meus visitantes de apreciar o livro da mesma forma que eu, o que torna desesperador o meu trabalho de falar sobre os livros que li.

É o caso deste. É quase impossível falar qualquer coisa sem revelar muito.

A questão principal, que só menciono porque é  amplamente divulgada, é que Ibsen trata da forma que as mulheres são vistas pelos homens, como bonecas, motivo do nome da peça.

E isso é que faz da peça algo realmente impressionante:  foi um homem que a escreveu, e esse homem foi capaz de se colocar no lugar de uma mulher e sentir como ela.

Parece que Ibsen teria se inspirado em um caso real, vivido por Laura Kieler, modificando o desfecho da trama na peça.

Parabenizado por algumas mulheres, o autor teria dito:
“(...) Eu sou mais poeta do que filósofo e declino da honra de ter lutado conscientemente pela causa feminista. Eu não consigo sequer ver o que seja a causa feminista. Para mim, há somente uma causa, a da humanidade. (...)  Eu considero como um dever educar o povo pela cultura intelectual, mas, antes que se possa formar o homem, é preciso formar a criança. E cabe à mãe a tarefa de acordar no íntimo da criança o gosto pela cultura e o respeito pela disciplina moral.  As mulheres, como mães, e somente desta forma, podem e devem resolver o problema humano."  (Teoria que, anos mais tarde, seria retomada por Foucaut).

Em suma, a peça trata do respeito devido a um ser humano.

E recomendo. Bastante. Para homens e mulheres.

[terminei em 07/09/2011]

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Livros e arte - 30


Jean-Jacques Sempé
ilustrador francês que eu amo!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Work it!

Work it!
Jesse Garza e Joe Lupo (2009)
Chronicle Books  (173 pág )

O livro se propõe a resolver problemas de clientes com roupas de trabalho.

O início do livro é cheio de questionários para definir cores, personalidade, tipo de atitude desejada no trabalho, etc.  Mas este blá-blá-blá não encontra qualquer correspondência na segunda parte do livro. Ou seja, o que adianta saber que minhas cores são do grupo Star?  E que a personalidade é essa ou aquela?  Os autores não apresentam quaisquer informações sobre o porquê de terem escolhido estas e não aquelas peças para as clientes de acordo com as categorias de cada uma obtidas nos questionários. O texto, realmente, é pobre.


Além do mais, quase todos os looks rodam em torno do cinza, ameixa e cores fechadas, e são muito similares.
Ou seja, é como uma revista de moda, com excelentes modelos, mas só.
 
Mas acho que valeu a pena a compra porque apesar de o livro ser pobre em informações, gostei muito porque usaria quase todas as roupas fotografadas, muito interessantes e femininas e que merecem ser vistas e copiadas.

Os looks são realmente lindos.



[terminei em 15/10/2011]

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fernando Pessoa sabia das coisas...


O Que Há
Álvaro de Campos
 
    O que há em mim é sobretudo cansaço — 
    Não disto nem daquilo, 
    Nem sequer de tudo ou de nada: 
    Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
    Cansaço.      A sutileza das sensações inúteis, 
    As paixões violentas por coisa nenhuma, 
    Os amores intensos por o suposto em alguém,  
    Essas coisas todas — 
    Essas e o que falta nelas eternamente —; 
    Tudo isso faz um cansaço, 
    Este cansaço, 
    Cansaço. 
    Há sem dúvida quem ame o infinito, 
    Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
    Há sem dúvida quem não queira nada — 
    Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
    Porque eu amo infinitamente o finito, 
    Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
    Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,  
    Ou até se não puder ser... 
    E o resultado? 
    Para eles a vida vivida ou sonhada,  
    Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
    Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...  
    Para mim só um grande, um profundo, 
    E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,  
    Um supremíssimo cansaço,  
    Íssimno, íssimo, íssimo, 
    Cansaço...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

La Parisienne

La Parisienne
Ines de la Fressange (2010)
Flammarion (238 pág.)

É um conceito mundialmente estabelecido que a mulher parisiense sabe se vestir bem e tem um estilo especial.

Eu não sei, ainda não tive a oportunidade de verificar in loco.   Um dia chego lá, quem sabe?

Este livro parte desta premissa.

A autora, modelo ultra-famosa, que atuou principalmente nos anos 80, musa da grife Chanel com contrato de exclusividade, não nasceu em Paris, mas vive na Cidade-Luz há tanto tempo que já se considera parisiense.

Ela se dedica, então, a analisar o estilo da parisiense e a apresentar dicas de lojas, hotéis, restaurantes, apresentando como básicos do guarda-roupa:
1- O paletó de homem.
2- O trench-coat
3- Um sweater azul marinho
4- Uma regata branca
5- Um vestido preto
6- Um jeans
7- Uma jaqueta em couro

A jovem nas fotos é a filha mais velha (16 anos) da modelo, Nina d'Urso.

Só que o livro não vale a pena nem pelo tempo empregado para lê-lo e, muito menos, pelo dinheiro gasto para comprá-lo, já que ele é bem caro e o conteúdo banal.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Primeiros passos na costura

La couture premiers pas
Perrine Colignon (2010)
Eyrolles (168 pág.)

A autora é muito didática e ensina o bê-a-bá da costura: como enfiar uma agulha, os pontos à mão, como fazer bainhas, pregar botões, como costurar à máquina, pences, franzidos, pregas, viés, como pregar zíper.

Ela ainda apresenta fórmulas para cálculo de pregas.

Meu interesse principal era adquirir este vocabulário de costura em francês.  Só que o livrinho (ele é pequerrucho) ultrapassou as minhas expectativas.


A autora mantém um site sobre costura: http://www.petitcitron.com/





[terminei em 07/09/2011]

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Meme literário 2011 - Dia 31

Dia 31 – Qual o livro que você leu esse ano que mais gostou? Fale sobre ele.

Um só?
Bom, A Metamorfose de Kafka.

Em segundo lugar, Os Três Mosqueteiros, A Ilha do Tesouro, O Velho e o Mar...

Todos esses são muito bons, mas, tendo que escolher, fico com A Metamorfose.  Até agora, pelo menos, ainda tem ano pela frente...

domingo, 30 de outubro de 2011

Meme literário 2011 - Dia 30

Dia 30 – Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.


Foi um livro bobinho, sobre moda, escrito a partir do gancho deixado pelo fenômeno dos blogs de moda no mundo todo, chamado "Style Yourself".
Assim que acabar esse Meme, faço um post sobre ele.

De literatura, foram dois juntos: "Casa de bonecas" que já li e já, já, aparece resenha sobre ele aqui e "A mulher do viajante no tempo", que acabei comprando depois de ter lido sei lá quantas resenhas, mas está na fila de espera.

sábado, 29 de outubro de 2011

Meme literário 2011 - Dia 29

Dia 29 – Quantos livros em média você costuma comprar por mês? Você costuma comprar livros em sebos, ou prefere as livrarias? Compra muito pela internet?



Novamente, abaixo as regras!
Não tenho uma média. Passo séculos sem comprar nada e, de repente, dá a louca consumista...

Compro em sebos, em livrarias, pela internet, em banquinhas na feira,  em bancas de jornais, não importa.

Claro que, entre um livro novo e um velho, prefiro o limpinho, mas se não tiver, ataco os amarelados sem problema.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Meme literário 2011 - Dia 28

Dia 28 – O que você faz quando encontra uma palavra que não conhece durante a leitura? Para para procurar no dicionário? Anota para procurar depois? Ou tenta deduzir seu significado pelo contexto?


Eu tento deduzir pelo contexto, mas se não dá ou se a palavra me instiga, corro aos dicionários.  Sim, no plural, porque é bom consultar mais de um.

Por quê?  Veja o exemplo:  Qual é o certo: Berinjela ou beringela?
No Aurélio está de um jeito e no Houaiss de outro....
Ou seja, a gente pode escrever das duas formas. 
Antes de botar na panela, o único cuidado é ver se não tem bichinho...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Meme literário 2011 - Dia 27

Dia 27 – Você costuma fazer anotações enquanto lê? Se sim, onde? A ideia de fazer anotações no próprio livro lhe assusta?
 
Depende.
Em geral, eu tenho horror a estragar um livro.  Tem gente que marca as páginas virando os cantinhos.... urghhhh!

Mas, às vezes, marco passagens que são particularmente interessantes, (especialmente para citar aqui no blog) ou palavras para consultar no dicionário.
Isso acontece mais quando estou lendo livros em francês ou inglês, porque a gente aproveita a leitura para aprender um pouco mais da língua.
Mas só marco com lápis ou com aqueles marcadores amarelos à base de álcool que somem com o tempo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Meme literário 2011 - Dia 26

Dia 26 – Qual o maior (em número de páginas) livro que você já leu? Quanto tempo demorou? Fale sobre ele.

A Bíblia  (a quantidade de páginas depende da edição, tamanho da letra, etc., mas fica em torno de 1.300, 1.600 págs.).
Em uma das leituras demorei 3 anos... em outra 6 meses.  Depende da disposição de tempo que a gente tem.  Na época da dos 6 meses, eu ainda conseguia ler nos ônibus, daí aproveitava os engarrafamentos. Mas agora, ler nos ônibus me deixa com dor de cabeça, fazer o quê?

Também teve o Conde de Monte-Cristo (1.398 pág.), que foi rápido, em uma virada de ano. A história prende tanto que a gente não larga o livro para nada.

e, depois, Anna Karenina (749 pág.).
Esse foi mais custoso. Comecei, parei, anos depois comecei de novo, parei, muitos anos depois recomecei mais uma vez e terminei, mas não me lembro quantos dias esta última vez levou...  Se contar o período todo, foi uma vida, uns trinta anos!

Ah, também tem As 1001 noites, que é enorme (mais de 1.500 págs.), mas esse ainda estou no meio do caminho, só terminei o primeiro volume (do total de 3).