quinta-feira, 7 de junho de 2012

De toute urgence (De toda urgência)

De Toute Urgence
Lorraine Fouchet (1996)
J'ai Lu (379 pág.)

Romance.

Já é o terceiro livro que leio dessa autora (Antes foram: A Agência e 24 Horas a Mais).

É leitura leve, para divertir.
Mas, mesmo assim, esse não se compara aos outros dois.

A autora foi médica e o relato é meio autobiográfico. Quem quiser pode conhecê-la um pouco mais no site:
http://www.lorrainefouchet.com

A personagem principal é médica, do SAMU, atendimento de urgência em Paris.
Em um determinado fim de semana, viaja com o irmão para comemorar a Páscoa com a família. Eles são atingidos por um caminhão e o irmão morre na sua frente.  Ela fica completamente abalada e atribui a morte do irmão ao seu descontrole emocional, ficando bloqueada para atender outros pacientes.
A trama se desenrola nessa tentativa de esconder esse problema dos colegas e novo chefe, já que ela teme perder, para sempre, a credibilidade perante a equipe.

Em paralelo, um romance beeem açucarado com um italiano super-charmoso, do tipo que a gente tem dificuldade em acreditar que exista igual no mundo.

O livro virou um seriado na TV francesa.  A moça da capa é a atriz que interpretou a Julie.


Não chego a recomendar, mas a narrativa é agradável e prende. Fiquei várias madrugadas grudada nele. 
 
[terminei em 27/02/2012]

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Livros e Arte - 39


Will Barnet (1911 - )
pintor americano









quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lucidez

Excelente entrevista, lúcida e esclarecedora, mostrando como as informações normalmente veiculadas pela mídia são manipuladas, inclusive aquelas baseadas em "descobertas científicas".

Vejam, porque é muito boa a entrevista.  Daí basta um pouquinho de imaginação para estender o conceito a outras áreas... 





quarta-feira, 2 de maio de 2012

Livros e Personalidades - 38

Natalie Portman, atriz israelense/americana (1981 - )
lendo como ela mesma e caracterizada como seus personagens nos filmes:

Closer (2004)

e Guerra nas Estrelas II e III


sábado, 28 de abril de 2012

Yael Naim

Às vezes uma coisa chata pode trazer uma coisa boa.
Foi o que aconteceu outro dia em que assisti ao DVD de um filme francês de adolescentes, chatinho, chatinho (15 anos e meio), apesar de o ator principal ser ótimo, o Daniel Auteil.

Não é que, ao final, junto aos créditos, toca uma música super interessante?
Guardei um pedacinho da letra, corri ao Google e conheci Yael Naim, uma cantora nascida em Israel que canta também em francês e inglês:




terça-feira, 24 de abril de 2012

Zorro

Zorro
Isabel Allende (2005)
Bertrand Brasil (Record) (417 pág.)

Aventura.

O livro se propõe a tratar da vida do Zorro desde seu nascimento até o momento em que inicia suas aventuras na Califórnia.

Eu gosto do personagem, já li o livro que o criou: A marca do Zorro, do Johnston McCulley,  também já li outros livros da escritora, um deles que está entre os meus favoritos (A Casa dos Espíritos), mas esse foi decepção total.

A sensação que tive ao ler esse livro foi de que ele tivesse sido escrito por encomenda, e não porque a autora gostasse do personagem.   Isso, porque ela faz de tudo para desmerecê-lo, ao passo que valoriza em extremo o personagem coadjuvante, do Bernardo que, neste romance, é índio...

Aqui no Brasil, antes de eu nascer, passava na TV uma série que, originalmente, se chamava "The Lone Ranger", mas aqui ganhou o nome de Zorro, sabe-se lá o porquê.  Esse personagem era acompanhado por um índio, não o Zorro.

Essa questão índia me parece, inclusive, a causa dessa inversão de valores no romance, já que Isabel é chilena e busca valorizar a cultura nativa, em contraste com a do colonizador.  Coisas confusas que se misturam na mente de uma pessoa, pois é evidente que a autora tem ascendentes espanhóis...

Outra questão que me pareceu deslocada, dando a entender ser um posicionamento pessoal da autora,  foi a religiosa, pois ela exalta em excesso diversas místicas, fazendo o Zorro passar por rituais  índios, ciganos e, até, como peregrino católicos.

O Diego se revela um personagem enjoado, fútil, que pode ser facilmente substituído pelo Bernardo ou, até, pela narradora, uma jovem adolescente....

Resumindo, não gostei.
Ela escreve de forma que o texto flui, apesar das 417 páginas, mas foi perda de tempo.  Quem gosta do personagem fica aborrecido. Muito.

[terminei em 08/03/2012]

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Meia Noite em Paris

Meia Noite em Paris (Midnight in Paris)
Dir. Woody Allen (2011)
Com: Owen Wilson, Marion Cotillard, Kathy Bates, Carla Bruni e outros

Bem sucedido escritor de roteiros para Hollywood vai a Paris com sua noiva e os pais dela. 

Só que ele, desgostoso com a qualidade do trabalho que executa, está escrevendo um romance, coisa que a noiva antipática não entende.

De repente, durante um passeio pelas ruas de Paris à noite, sem que se saiba o porquê, o escritor é transportado para os anos 20, em que a cidade-Luz fervilhava com escritores, pintores, cineastas, ou seja, artistas em geral.

Ele encontra Hemingway, Buñuel, Salvador Dali, Cole Porter, Scott e Zelda Fitzgerald, Miró, Picasso e Gertrude Stein, para quem mostra o seu manuscrito.

Na casa dela, encontra uma bela jovem (Cotillard) que, da mesma forma que ele, sonha com tempos passados, no caso, com a Belle Époque.

Paro aqui, para não estragar a história, porque acho que você deve ver o filme. 

Eu vi, 2 vezes, gostei, e muito, não só pelas lindas imagens de Paris, como pelo tema fantasioso, como, ainda, pelo questionamento da história quanto à importância relativa do passado e efetiva do presente, onde a gente age e vive.

De fato, Allen sugere que nós somos responsáveis por fazer de nossa época algo de interessante e memorável.

Embora não seja fã do diretor, esse filme é especial.
Recomendado, claro.
[assisti em fevereiro/2012]

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Livros e Arte - 38

Nick Botting (1963 - )
pintor inglês




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Versões 2

Hoje tem dose tripla!
A mesma música, "Por Causa de Você" de Tom Jobim e Dolores Duran", em português, cantada por ela mesma,
em inglês, versão de Ray Guilbert cantada pelo Frank Sinatra, e
em francês, pela Sylvia Telles (não sei de quem é a versão, talvez da própria Sylvia, brasileira filha de uma francesa).


Por Causa de Você
Dolores Duran e Tom Jobim

Ah, você está vendo só do jeito que eu fiquei e que tudo ficou
 Uma tristeza tão grande nas coisas mais simples que você tocou
A nossa casa, querido já estava acostumada aguardando você
As flores na janela sorriam, cantavam por causa de você
Olhe, meu bem nunca mais nos deixe, por favor
Somos a vida, o sonho nós somos o amor
Entre, meu bem, por favor não deixe o mundo mau lhe levar outra vez
Me abrace simplesmente, não fale, não lembre,  não chore, meu bem.



Ah take a look and you'll see
the way I have become and the way things became
Sadness and sorrow are here in all little things
you touched with your hands
This loving home was a home so happy to protect you
and keep you with care
The flowers in the window were smiling were glowing
just knowing you were there
Listen my love nevermore don't ever go away
Cause we are your life and your dream and we want you to stay
Come in my love come to me
don't let this heartless world bring another goodbye
Embrace me in a simple way
Don't speak don't remember and darling don't cry


Gardez moi pour toujours
– Sylvia Telles

Ah, regarde mon chéri ce qu’il m’est arrivé
puisque tu m'as laissée dans l'infinie tristesse
Des choses les plus simples que tu as aimé
Notre chambre au sixième, les petites escaliers
Tes sourires au soir
Les fleurs sur le balcon
Riaient, chantaient pour toi en te disant bonsoir
Reviens, je t’en suplie
Et comme au plus beaux jours
Vivons la vie, ses rêves
Puisque c'est nous l'amour
Reviens, je t'en suplie
tu ne peux repartir vers un monde méchant
Gardez moi simplement
Sans parler, sans penser, sans pleurer pour toujours.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Gatos e Homens

Des Chats et des Hommes
Patricia Highsmith (1966, 1975 e 1979)
trad. para o francês de Ronald Blunden (2007)
Le Livre de Poche (122 pág.)

Suspense.

Essa é uma pequena coletânea de três contos que, originalmente, haviam sido publicados em outros livros. 
O motivo da união é que as três histórias envolvem gatos, uma delas, inclusive, é narrada por um deles.
Para completar, ainda acrescentaram 3 poesias (embora poesia não seja o forte dela) e um texto que explica o amor da autora pelos gatos.

Un truc rapporté par le chat ("Something the cat dragged in") - A tradução em português seria "Algo que o gato trouxe".
Em uma casa de campo na inglaterra, um casal e alguns amigos passam o tempo jogando, enquanto esperam pelo chá.  De repente, notam que o gato trouxe algo para casa (os gatos têm essa mania, de trazer as presas para os donos verem...).  E o que seria?  Dois dedos de um homem....


Une maîtresse pour deux ("Ming's Biggest Prey") - Aqui os títulos divergem. O original era "A maior presa de Ming" e em francês eles fizeram um trocadilho com a palavra maîtresse que, em português quer dizer, ao mesmo tempo, amante e dona.
É o Ming que narra a história, falando de sua dona, uma mulher rica que tem um amante vagabundo que, às costas da mulher, rouba as suas jóias e maltrata o gato.  E eles se enfrentam...

Le nichoir était vide ("The Empty Birdhouse") - "A casa de passarinhos vazia". Esse é mais de terror. Uma mulher vê um animal dentro de uma casinha de madeira para passarinhos que estava pendurada na parede da varanda. O animal foge sem que ela pudesse distinguir que animal era.  Para se livrar dele, então, pegam emprestado uma gata.

A autora escreve bem, mas nenhuma das três histórias me empolgou realmente.  A primeira começa muito bem, mas tem um final meio assim-assim, a terceira, como já disse, é mais de terror e acho que a segunda é a melhor.

Mas me deu vontade de conhecer mais da obra dela.

[terminei em 01/03/2012]

domingo, 8 de abril de 2012

Tinha que ser com você

Tinha que ser com você (Last Chance Harvey)
dir. Joel Hopkins (2008)
com Emma Thompson e Dustin Hoffman

Romance.

Homem solitário, vai a Londres para o casamento da filha, apesar de ter uma relação bem amarga com a família. Lá, encontra Kate, uma mulher insegura, também de meia-idade, e se apaixonam.

Sou grande admiradora dos dois, atores enormes, que enchem qualquer cena.

Nesse filme, em particular, apesar do roteiro ser um tanto óbvio e o diretor atrapalhar um pouco, os diálogos são inteligentes e eles, claramente, têm prazer em contracenar um com o outro.

Não é um filmaço, mas eu não me arrependi.  Vê-los é sempre um prazer.

[assisti em 2010?]

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Livros e Personalidades - 37

Emma Thompson  (1959 - )
lendo em cena do filme "Tinha que ser com você", em que contracena com Dustin Hoffman.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dor de Cotovelo


Esta música fez parte da minha adolescência.
Já tinha me esquecido dela, mas esses dias, navegando pelo youtube, eis que ela ressurge, do fundo do baú, e ela acabou aparecendo por aqui...




It's A Heartache  
Ronnie Scott & Steve Wolfe

interpretada por: Bonnie Tyler

It's a heartache
Nothing but a heartache
Hits you when it's too late
Hits you when you're down

It's a fool's game
Nothing but a fool's game
Standing in the cold rain
Feeling like a clown

It's a heartache
Nothing but a heartache
Love him till your arms break
Then he'll let you down

It ain't right with love to share
When you find he doesn't care for you
It ain't wise to need someone
As much as I depended on you

It's a heartache
Nothing but a heartache
Hits you when it's too late
Hits you when you're down

Its a fool's game
Nothing but a fool's game
Standing in the cold rain
Feeling like a clown

It ain't right with love to share
When you find he doesn't care, for you
It ain't wise to need someone
As much as I depended on, you

It's a heartache
Nothing but a heartache
Love him till your arms break
Then he lets you down

It's a fool's game
Standing in the cold rain
Feeling like a clown

It's a heartache
Love him till your arms break
Then he lets you down

It's a fool's game
Standing in the cold rain




segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pesquisa

 Segundo matéria publicada ontem na Band, a Bíblia é o livro mais lido pelos brasileiros.

Eu, pelo menos, faço a minha parte...


http://www.band.com.br/noticias/educacao/noticia/?id=100000494759&fb_source=message

sábado, 31 de março de 2012

Contra o Tempo

Contra o Tempo (Source Code)
dir. Duncan Jones (2011)
com: Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga e Michelle Monaghan

Ficção Científica.

Gosto de ficção científica, é um gênero que permite as maiores loucuras da imaginação, já que as leis que regem nossas vidas podem, na ficção, ser burladas, modificadas, etc., criando milhares de possibilidades.

Nesse filme, um piloto de caça que estava em uma missão no Afeganistão, de repente, se vê dentro de um trem, conversando com uma mulher que nunca havia visto antes.  Ele anda para lá e para cá, desorientado, até que o trem explode.

Imediatamente, ele se vê em uma cápsula fechada, sendo questionado sobre o que acontecera por uma oficial em uma tela de monitor.

Ele descobre, assim, que está em uma missão para evitar a ação de um louco que planeja explodir a cidade de Chicago inteira.  A explosão do trem já havia acontecido e, por um milagre da ciência (no filme tem uma explicação para isso), ele pode voltar aos 8 últimos minutos antes da explosão, de forma a descobrir a bomba e o homem que a colocou lá.

Só que.... aí eu não conto mais, senão estraga.

Eu tinha visto o trailer desse filme há algum tempo atrás e fiquei enchendo a paciência do pessoal da locadora do meu bairro atrás dele. 
Eles me mandaram um outro, com o mesmo nome, do diretor David Van Eyssen, de 2005, que é ruim demais.

Não que o lá de cima seja uma obra-prima. Não é, mas, pelo menos, é menos bagunçado. Esse último oscila entre a ficção e a comédia pastelão.

Então fica aqui a recomendação do primeiro, de 2011, e o aviso contra o segundo. 

[assisti o errado em 2011 e o outro em fevereiro/2012]

quinta-feira, 29 de março de 2012

Livros e Arte - 37


1893

Albert Anker (1831 - 1910)
Pintor Suíço, 
considerado o pintor mais popular naquele país.
Dedicou grande parte de seu trabalho às crianças e, em particular, à educação.