segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mário de Andrade

Mário de Andrade
Mário Raul de Morais Andrade (09/10/1893 - 25/02/1945),
escritor, poeta, professor, crítico, esteta.

Figura central da cultura brasileira no século XX, firmou conceitos estéticos na arte em geral.

Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e juntamente com vários artistas de sua época, revolucionou a arte nacional, fugindo dos padrões europeus, de forma a imprimir uma  "brasilidade" à criação artística.


Este posicionamento, que ficou conhecido como Antropofagia, buscava colocar a cultura brasileira em pé de igualdade com as demais, não constituindo uma rejeição do que vinha de outras culturas, de forma xenófoba, mas absorvendo delas o que era bom e interessante para gerar um fruto nosso, autêntico, com a nossa "cara".

Na literatura, buscou uma linguagem efetivamente brasileira, mudando a grafia de palavras que, posteriormente, foram alteradas por reformas ortográficas e utilizando uma forma mais livre na escrita.


"Ora sabereis que sua riqueza de expressão intelectual é tão prodigiosa, que falam numa língua e escrevem noutra" (Macunaíma)

Nas artes plásticas, além da influência direta pela amizade mantida com vários artistas que construíram sólidas carreiras,  influência esta notada pela farta correspondência que deixou. O trabalho do mestre Aleijadinho somente foi reconhecido no país após o trabalho de Mário de Andrade sobre ele. 

Na música, foi responsável pelo movimento nacionalista, pelo estudo do folclore, tendo deixado grandes e importantes estudos (Ensaios sobre a Música Brasileira,Pequena História da Música Brasileira, Modinhas Imperiais, Música, Doce Música, Música do Brasil, Dicionário Musical Brasileiro... ufa! e ainda deve ter mais!).



"Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição."


Seu bom humor, criatividade eram transbordantes e, no famoso Prefácio Interessantíssimo de sua obra "Paulicéia Desvairada", começa "criando" um movimento (Desvairismo) e, ao fim,  afirma:

"63. Está acabada a escola poética. “Desvairismo”.
64. Próximo livro fundarei outra. "

De sua farta lista de obras (cerca de 58), a prateleira já leu Macunaíma (1928)

Pra terminar, ele tinha uma biblioteca ENORME. Cerca de 17.000 volumes segundo a Folha de São Paulo (José Geraldo Couto e Mario Cesar Carvalho - 26/09/1993)... Haja prateleira!

- Os retratos foram pintados por Lasar Segal (esq) e Tarsila do Amaral (dir).-

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